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A triste ilusão romantizada da maternidade!

Quando pensamos em maternidade o inconsciente coletivo trás pra nossa mente algo lindo maravilhoso, sublime!!! Põe nós mulheres como Deusas capazes de gerar vida nesse mundo! O que de fato é tudo verdade!

Só que existe uma programação nesse mundo, uma distorção da matrix original, que romantiza a maternidade ao extremo, e oculta o outro lado da moeda!

E hoje eu quero falar sobre esse lado sombrio da maternidade! E acolhe-lo com muito amor no meu coração, e convido a você que é mãe a fazer o mesmo, se fizer sentido pra você! Convido você que não é mãe ainda, aqueles que são só filhos, e aquelas que escolheram permanecer também somente filhas, que continuem a leitura, pois esse texto é para todos nós que estamos seres humanos!

Quando a gente pensa em engravidar nossa consciência se enche de lindas expectativas, só vemos fotos de bebês lindos e fofos sorrindo! Só vemos coraçõezinhos!

Até que é chegada a hora do parto e aquele turbilhão que rondava nosso inconsciente começa a se manifestar! Será que vou dar conta?? Meu Deus um serzinho que vou ter que cuidar pelo resto da vida!! Como vai ser? E se eu não conseguir!? Essas são poucas das inúmeras perguntas que nos rondam!

Atualmente que tenho um pouco mais de conhecimento do que na época que fui mãe, fico imaginando o que se passava no meu inconsciente naquela época!

Algumas questões eu identifiquei e compartilho!

O meu desejo de ser mãe, inconscientemente, era uma busca de acessar tudo o que eu achava que minha mãe deveria ter me dado e não me deu! Sim, de forma inconsciente eu culpava minha mãe por uma infinidade de coisas negativas! E minha criança queria amor, queria mais amor, achava insuficiente todo o amor que ela tinha me dado e pensava vou ser a mãe perfeita, e mostrar pra minha mãe como é que se faz! (Pretenciosa né!! Sim, uma das minhas sombras já acolhidas!)

Pensava, eu sei tudo que me falta, e então vou fazer diferente! Mas a vida vem, as ressonâncias mórficas atuam (quem gosta da constelação sistêmica vai me compreender melhor), e cá estou eu fazendo igual (ou até pior)!

Então minha filha nasceu, e eu urrei de dor pra amamentar, mas pensava, tenho que ser perfeita, tenho que amamentar! E chorava em todos os banhos pensando, meu Deus, como é difícil, mas me lavava e saia com a máscara de mãe perfeita do banho!

A Nina tinha uma dificuldade imensa de dormir, muito por conta de todo o medo que eu senti na minha gestação e que ela sentia junto (e na época eu não fazia a menor ideia disso), e eu me esgotava fisicamente! Precisa de apoio, precisava descansar, mas não podia tirar a máscara de boa mãe!

O puerpério é um turbilhão, mas as mães quase não podem manifestar os desafios e as dores desse período, pois a ideia romantizada que predomina nesse mundo não deixa!

E sim é maravilhoso também! É um amor que, na minha humilde opinião, ninguém que não é mãe consegue compreender!

É uma das maiores dualidades que já vivi!

E cada fase da maternidade, do crescimento dos nossos filhos, traz uma dualidade diferente! Nos coloca diante de nossas sombras, nos dando possibilidade de nos curar, mas também muitas vezes nos adoecendo!

E hoje compreendendo sistemicamente, sob o olhar das constelações, consigo entender minha mãe, ser imensamente grata por tudo que me deu, e faço movimentos constantes para retirar dela todas as minhas expectativas humanamente impossíveis de serem atendidas por uma pessoa humana, parafraseando Bert Hellinger!

Agradeço minha filha imensamente por me ensinar a ser mãe, e me fazer ver quão prepotente eu fui (e talvez ainda seja), e que não fazia a mínima ideia do que é ser mãe, que estou aprendendo com ela (sim mulheres aprendem a ser mãe com o primeiro filho)! Vejo na convivência com ela, que caio muito, erro bastante, que estou humana, nessa dualidade, mas que ao final das contas está tudo certo! Vamos juntas trabalhando para o bem do nosso sistema!

Enfim, para você que como eu é mãe, aceite o lado sombrio da maternidade! Trabalhemos para acolher isso, e a partir disso buscarmos melhorar!

Para quem não é mãe, te convido a ter um novo olhar sobre sua mãe, um ser humano comum, que te deu o melhor que ela podia dar, dentro de tudo que ela viveu e recebeu! A mãe perfeita pra você!

Convido todos a fazermos o movimento de acolher as sombras da maternidade! Com muito amor, amor incondicional!

Beijos no coração!

Tati Goulart

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