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Qual o outro lado do amor?

Percebemos o mundo através das dualidades, esse é o “mecanismo” que predomina aqui em nosso planeta, é como percebemos lados diferentes da mesma moeda! E assim sendo, ouço muito por aí que a dualidade do amor é o ódio! Correto? Não!! A dualidade do Amor é o medo!

Eis aí, na minha humilde opinião, o porquê de tanta gente falando de amor e amando muito pouco!

Essas duas energias, o amor e o medo, andam de mãos dadas por aí, e há que ser muito corajoso para assumir amar apesar do medo! Apesar do medo do abandono, apesar do medo de não dar certo, apesar do medo de ser trocado, apesar do medo de sofrer!

É claro que o amor existe em diversas formas, existe o amor ágape, o materno, o paterno, o de filhos, e nesses o medo atua (talvez) em menor grau, assim como no amor de amigos! Mas quando falamos de relacionamentos afetivos-sexuais, aí o medo toma conta, sobe a níveis estratosféricos!

E por conta disso estamos transformando namoros, casamentos, ou seja lá o nome que você quiser dar, em ringues! Lutamos para manter o outro submisso às nossas vontades, aos nossos desejos! Exigimos garantias, estabelecemos contratos velados (ou não) de fidelidade, de dedicação exclusiva, de amor inabalável!

Pobre de nós que ainda não compreendemos o amor! O amor, ahh o amor! O amor apenas é! Ele é dono de si, é livre, vem quando quer e vai embora quando deseja! Não se despede e nem dá justificativa!

Queremos assinar contratos formais de casamentos, como se assim fazendo, algemaríamos o amor nesse casal que assina tal contrato!

Tolos de nós! Fracos que somos, fomentamos o medo quando buscamos essas fórmulas malucas de fugir dele! Não conseguimos perceber que quanto mais lutamos para nos livrar do medo, mais ele se empodera e toma conta de nós! Quanto mais reagimos ao medo, mais perdemos essa batalha!

Agora, penso que o pior dos medos, e o que mais destrói relacionamentos é o medo da intimidade, mas não falo de intimidade física, pois tirar a roupa e fazer sexo é muito simples perto da intimidade da alma! Simmmm, aqui eu falo de se expor, de ser forte o suficiente para se mostrar vulnerável para aquele que está ali à seu lado! Falo de abrir o coração, despir-se completamente diante do outro, expondo tudo que realmente sente, desnudando todos os pudores, vergonhas, medos e sendo você, nu e cru, sem máscaras, apenas você mesmo, alma pura, límpida e linda!

E sei que isso não é fácil (experiência própria), sei que parece loucura, mas o amor apenas é, ele tem vida própria e te digo, que ele gosta de ficar onde há mistério, onde o desvendar da alma é permitido pelos que ali estão envolvidos por ele! O amor é força e para vivê-lo e desfrutá-lo será preciso coragem de enfrentar diariamente o medo da possibilidade de acordar e perceber que o amor não está mais onde estava ontem!

Como disse no início estamos falando de uma dualidade, e dessa maneira, só quem tem coragem de dançar com o medo, consegue viver o êxtase de amar e ser amado!

Beijos corajosos!

Namastê

Tati Goulart

 

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